A Federação União Progressista (formada pelo PP e União Brasil) agendou sua convenção estadual em Pernambuco para o dia 5 de agosto, às 11h, no Recife. O encontro promete oficializar a pré-candidatura do deputado federal Eduardo da Fonte (PP) ao Senado Federal, além de homologar chapas de deputados federais e estaduais e deliberar sobre coligações majoritárias.
O movimento ocorre em um momento estratégico: exatamente três dias após a convenção do PSD, marcada para 2 de agosto, que oficializará a pré-candidatura da governadora Raquel Lyra à reeleição. A proximidade dos dados expõe a pressão sobre o gestor estadual para pacificar o palácio governamental.
Impasse na vaga ao Senado
A indicação ao Senado tornou-se o principal ponto de atrito da aliança. De um lado, Eduardo da Fonte garantiu que sua postulação fosse aprovada pela executiva estadual da federação e conta com o respaldo do copresidente nacional da legenda, o senador Ciro Nogueira.
Do outro lado, o ex-prefeito de Petrolina, Miguel Coelho (União Brasil), contesta a validade da decisão. Miguel argumenta que o estatuto interno da federação exige unanimidade entre PP e União Brasil nas deliberações estaduais — algo que não ocorreu. O debate gerou reações desencontradas inclusive no comando nacional em Brasília:
“O momento de definição será nas convenções e sob a liderança da governadora Raquel Lyra. Estamos firmes em nossa caminhada ao Senado”, reafirmou Miguel Coelho.
Com Antonio Rueda (presidente nacional da federação) derrubar prudência e Ciro Nogueira chancelando a ala do PP, a decisão final promete ser empurrada até os últimos minutos do prazo das convenções, deixando para a governadora Raquel Lyra a espinhosa missão de costurar um acordo sem perder o apoio de nenhuma das duas forças políticas.






