A fábrica de louças sanitárias que concentrava a produção da Deca no Nordeste, em Cabo de Santo Agostinho, na Região Metropolitana do Recife, vai fechar. O Conselho de Administração da Dexco, dona da marca, aprovou o fechamento nesta segunda-feira (19), pouco mais de um ano depois de a empresa encerrar a unidade de João Pessoa, na Paraíba, e transferir para Pernambuco as louças que saíam de lá. Parte da produção pernambucana vai para Jundiaí, no interior de São Paulo.
A unidade pernambucana produz 2,8 milhões de peças por ano numa área industrial de 30 mil metros quadrados, de acordo com o site da Deca. A fábrica foi comprada em 2008 pela Duratex, antigo nome da Dexco, e faz louças das marcas Deca e Belize, as peças de banheiro como vasos e pias. Em julho de 2025, ela passou a reunir toda a operação de louças da empresa na região.
Com o novo fechamento, a Dexco desfaz em pouco mais de um ano a estrutura que tinha montado para atender o Nordeste a partir de Pernambuco. A Dexco é uma indústria de louças, metais e revestimentos cerâmicos, e as louças sanitárias são as peças de banheiro, como vasos e pias.
Fábrica de João Pessoa fechou em 2 de julho de 2025
O primeiro fechamento no Nordeste foi anunciado em 2 de julho de 2025, quando a Dexco encerrou a fábrica de louças de João Pessoa, de acordo com o jornal Valor Econômico. Na época, a empresa disse que a medida fazia parte de um plano para aumentar a eficiência e tirar mais retorno dos ativos. As operações de louças da região passaram para Cabo de Santo Agostinho, sem mudança no portfólio.
A fábrica paraibana tinha sido comprada pela Duratex em fevereiro de 2011 e tinha capacidade para 2 milhões de peças por ano, em 30 mil metros quadrados de área construída, segundo o site da Deca.
A companhia previu na época impacto nos resultados do terceiro trimestre de 2025, com baixas e provisões ligadas ao encerramento da planta. Pelo comunicado de então, esses valores não eram materiais, termo contábil para gastos sem peso capaz de alterar o resultado, e foram classificados como não recorrentes.
No mesmo comunicado de julho de 2025, a Dexco informou que tinha feito em junho daquele ano um ajuste de volumes na divisão de revestimentos. A empresa suspendeu temporariamente as linhas de produção localizadas na Região Sul para adequar a operação à demanda.






