Diálogos fazem parte de material da Polícia Federal sobre o Banco Master e foram divulgados pela revista VEJA!
Mensagens trocadas em fevereiro de 2025 entre o banqueiro Daniel Vorcaro, então controlador do Banco Master, e seu advogado, Luiz Rennó, citam a manutenção de um pagamento mensal de R$ 100 mil relacionado ao economista Carlos Costa, candidato a vice-governador de Pernambuco na chapa de João Campos (PSB).
As mensagens integram um relatório de investigação da Polícia Federal sobre o caso Banco Master e foram divulgadas pela revista VEJA. Segundo a publicação, Rennó questionou Vorcaro sobre um contrato que havia vencido e informou que Carlos Costa recebia R$ 100 mil mensais por serviços relacionados ao acompanhamento de projetos de lei e legislação.
Na conversa, o advogado também mencionou uma ligação de Carlos Costa com seu irmão, Silvio Costa Filho, que ocupou o cargo de ministro de Portos e Aeroportos entre 2023 e 2026.
Após ser questionado sobre a continuidade do pagamento, Vorcaro respondeu, segundo a VEJA: “Ah, sim. Pode cortar não.”
Contrato com a RI Consulting
De acordo com a reportagem, os pagamentos estavam relacionados a um contrato firmado entre o Banco Master e a RI Consulting, empresa que tem entre seus sócios o ex-deputado federal Silvio Costa, pai de Carlos Costa.
Carlos Costa figurava como administrador da consultoria até março de 2026, quando deixou a função para integrar a chapa de João Campos na disputa pelo Governo de Pernambuco.
Dados apresentados anteriormente no âmbito da CPI do Crime Organizado apontaram que a empresa havia recebido pelo menos R$ 1,1 milhão do Banco Master. Segundo a VEJA, o valor poderia chegar a R$ 2 milhões, conforme estimativa apresentada à comissão.
O que diz a empresa
Em nota, a RI Consulting afirmou que atua com consultoria política e empresarial para associações e federações do setor produtivo. A empresa declarou que o contrato com o Banco Master tinha como objetivo acompanhar a tramitação da reforma tributária no Congresso Nacional, além de projetos de lei nos estados e municípios.
A consultoria informou ainda que o contrato já foi encerrado e negou participação em reuniões com o Banco Central, o Banco Regional de Brasília (BRB) ou outras instituições citadas nas investigações envolvendo o Banco Master.
O ex-deputado Silvio Costa afirmou à VEJA que a empresa encaminhava relatórios mensais sobre os serviços prestados e que registrou em cartório as conversas mantidas com diretores do banco.
A campanha de João Campos informou à VEJA que não se manifestaria sobre o caso e que o assunto seria tratado diretamente por Carlos Costa.
O conteúdo das mensagens e os contratos mencionados fazem parte de uma investigação em andamento. A existência dos pagamentos e das conversas, por si só, não estabelece irregularidade ou responsabilidade criminal dos envolvidos.



