Mais de 4,6 mil famílias de 58 municípios do Semiárido pernambucano serão beneficiadas com cisternas para captação e armazenamento de água da chuva. A Fundação Nacional de Saúde (Funasa) autorizou, na quinta-feira (02), a emissão das ordens de serviço para implantação das estruturas, em um investimento de R$ 53,9 milhões voltado à ampliação do acesso à água para consumo humano e ao fortalecimento da segurança hídrica nas comunidades rurais.
A autorização marca o início da execução de um contrato que passou por adequações técnicas e administrativas até ser retomado pela atual gestão da Fundação. Pernambuco receberá 4.665 cisternas, com uma estrutura destinada a cada família beneficiada. As unidades permitirão armazenar água da chuva para consumo humano, ampliando a segurança hídrica durante os períodos de estiagem e contribuindo para a melhoria das condições de vida das comunidades atendidas.
A iniciativa integra um investimento nacional superior a R$ 250 milhões, que prevê a implantação de 20.976 cisternas em 498 municípios dos estados da Bahia, Ceará, Minas Gerais, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe. Além de ampliar o acesso à água, o programa reduz riscos associados ao abastecimento precário e prioriza famílias inscritas no Cadastro Único, comunidades tradicionais, pessoas com deficiência e lares chefiados por mulheres.
Compromisso com entregas
Durante a solenidade, Lenildo Morais destacou que a retomada do programa reforça o compromisso da Funasa com os municípios e as comunidades rurais. “Nosso compromisso é dar agilidade às entregas e fortalecer a parceria com os municípios para levar água e saneamento às comunidades que mais precisam”, assegurou.
O presidente também anunciou a ampliação em 25% do contrato em Pernambuco, medida que permitirá contemplar um número ainda maior de famílias nas próximas etapas do programa.
Durante a solenidade, Lenildo Morais informou ainda que a Funasa está finalizando as medidas necessárias para retomar a implantação de poços artesianos e sistemas comunitários de abastecimento de água em áreas rurais. Segundo o presidente, a meta é ampliar o acesso à água em localidades onde as cisternas, sozinhas, não atendem às necessidades das comunidades, por meio de soluções coletivas de abastecimento.
Outro anúncio foi o fortalecimento da estrutura técnica da Fundação para acelerar a execução das ações de saneamento. De acordo com Lenildo Morais, a Funasa contratará 30 engenheiros para reforçar o acompanhamento de obras e projetos em todo o país. Ele salientou que a Fundação seguirá apoiando os municípios na elaboração de Planos Municipais de Saneamento Básico, requisito para acesso a recursos federais destinados ao setor.
Execução das obras
Para o diretor do Densp, a autorização das obras das cisternas representa a superação de um processo técnico complexo e abre caminho para uma execução mais rápida das obras. “Foi um grande esforço para superar todas as etapas técnicas e administrativas deste contrato. Agora, nossa missão é acelerar a execução e garantir que essas estruturas cheguem às populações que mais precisam”, disse José Antônio Ribeiro.
As cisternas fazem parte das ações do Governo Federal voltadas à ampliação do acesso à água no Semiárido e à prevenção de doenças relacionadas ao abastecimento inadequado. Para a Funasa, a iniciativa reforça a atuação da Fundação em saneamento rural e saúde ambiental, especialmente nos municípios de menor porte.






