O Ministério dos Transportes anunciou, nesta quarta-feira (12) Plano Nacional de Logística (PNL) 2050, que estabelece novas diretrizes e diagnósticos que orientarão a governança do setor de infraestrutura, os investimentos públicos e privados e a formulação de políticas de médio e longo prazo para os modais rodoviário, ferroviário, aquaviário, hidroviário e aeroportuário. A Transnordestina aparece entre os projetos prioritários e pretende conectar, no mesmo eixo ferroviário, a Ferrovia Norte-Sul, a Transnordestina e a FCA, envolvendo diretamente os estados do Tocantins, Piauí, Ceará, Pernambuco e Bahia. Além disso, contará com trecho pelo litoral.
Segundo estimativa do Ministério dos Transportes, o PNL pode aportar mais de R$ 1,225 trilhão em infraestrutura logística até 2050 em todo o país. Desse montante, a projeção é de R$ 734,4 bilhões em investimentos privados e R$ 490,5 bilhões em investimentos públicos.
Durante a apresentação do Plano, o ministro dos Transportes, George Santoro, explicou que o PNL entra em vigor hoje e foi criado em atenção ao Decreto nº 12.022/2024, que instituiu o Planejamento Integrado de Transportes (PIT), e tem como propósito a identificação das necessidades e oportunidades de médio e longo prazo para a infraestrutura logística brasileira, se pautando pela eficiência, redução de custos, aumento da competitividade e melhor conexão entre os diferentes modais.
“O PNL verificou como cadeias produtivas poderiam se deslocar ao longo do tempo e foi feito com base em entrevistas quantitativas e dados para mapear quais gargalos poderiam aparecer e quais transformações econômicas poderiam ocorrer ao longo das décadas. O plano incorpora muitas novidades e pequenos projetos que atendem pequenos problemas para pessoas que moram no interior do Brasil”, disse.
A Transnordestina aparece elencada no eixo denominado “Ligação ferroviária no interior do Nordeste”, que é um dos oito eixos ferroviários selecionados pelo PNL 2050 como prioridades de implantação e expansão. No documento, a ligação entre Guaraí (TO) e Eliseu Martins (PI) é classificada como uma implantação greenfield, ou seja, construção de uma nova infraestrutura, com bitola larga.
O mesmo eixo reúne a implantação da Transnordestina entre Eliseu Martins e o Porto do Pecém, no Ceará, além da construção de uma ligação ferroviária entre Salgueiro e Suape, em Pernambuco. Também integram o planejamento a conexão entre a malha da Ferrovia Centro-Atlântica (FCA) e a Transnordestina, no trecho Petrolina–Salgueiro, e a ampliação da FCA entre Salvador e Petrolina.





